quinta-feira, 17 de julho de 2014

"My way or the Highway!" - Um erro na abordagem à gestão empresarial

Não é de todo estranho haverem diferentes abordagens para diferentes tipos de problemas nas empresas.
Não é de todo estranho que, perante as várias vicissitudes da economia, a gestão das empresas adopte diferentes abordagens motivacionais.
Quem já tomou conhecimento de comportamentos mais ambíguos por parte da gestão, principalmente em tempos de dificuldade económica, no que toca à abordagem motivacional aos seus colaboradores? Abordagens do tipo "my way or the highway!", que é como quem diz "ou é como digo ou então façam-se à estrada e procurem novo rumo!"...
É um facto que em situações extremas e de curto prazo, esta abordagem até pode ter alguns adeptos e alguma eficácia. Contudo, é uma abordagem que não advoga em nada a favor de quem quer ter sucesso na gestão, através da envolvência e comprometimento dos colaboradores.
Não será muito mais eficaz dar valor às várias perspectivas patentes nas organizações, e auscultar as visões distintas dentro das mesmas, a fim de obter outras opiniões e reflexões, e acima de tudo a fim de auscultar a organização, para melhor a conduzir?
Porque razão se penalizam os colaboradores que erram, mesmo que tentem fazer coisas boas, em detrimento daqueles que nada fazem para melhorar a organização, fazendo sempre mais do mesmo, não arriscando e por isso não criando valor?
Quem não erra, é porque não está a assumir riscos, porque não se interessa pela evolução e progresso empresarial, mas apenas pela manutenção do que já é feito.
A economia é feita de pessoas, sustentada na criação de valor através de negócios, com vista à evolução das sociedades e progresso das comunidades.
Como tal, e uma vez que as pessoas são o centro da economia, as mesmas têm que ser envolvidas no processo e tomarem as rédeas.
É por isso que as abordagens simplistas do tipo "my way or the highway!", ou abordagens do tipo "penalizar quem corre riscos e erra, e valorizar quem não corre riscos (logo não erra, mas também não evolui)", em nada beneficiam as organizações.
E neste mundo cada vez mais desafiante e competitivo é deveras importante cooperar, envolver, arriscar e agregar.
Se assim não fosse, casos de sucesso como "Alemanha campeã mundial de futebol" não aconteceriam.